- A compulsão mostra uma maneira de sujeição direta ao biopoder. Os intervalos de tempo que indicariam uma subjetividade são controlados e cada vez menores -> o tempo suportado entre a ânsia e a obtenção do objeto que satisfaria essa ânsia é também cada vez menor, nos aproximando cada vez mais da compulsão. Quase uma sugestão à compulsão.
- Agir a qualquer preço, expostos aos saberes e poderes que se multiplicam em torno do agir, do sentir e do pensar, com o sentido de dar a eles novas formas.
- Escolha da escolha à abrir indeterminações que restituam a possibilidade de escolher, essencial para a criação de novas maneiras de ser no mundo.
- Escolha por exclusão pressupõe que a realização só foi possível por conta de um campo de decisão previamente escolhido.
* representações já construídas
* As possibilidades de escolha são dadas culturalmente, resultando em práticas que integram funções políticas que normatizam, ordenam e produzem subjetividade.
- Complexo poder-saber à responsável pelas expectativas imaginárias (“referias aos saberes integradores das funções políticas”)
As alternativas impostas fazem da escolha uma imposição (a alternativa foi produzida em nós) – “decidimos nossa vida dentro dos limites impostos pelas insígnias as quais nos identificamos”.
- Escolha da escolha2 à o sujeito deve se ver frente ao indecisível; ele deve fazer uma escolha sem outra suposição senão ter que escolher à implica a produção de um outro campo de alternativas e, assim, a criação de um novo sujeito ou de um novo modo de subjetivação.
O sujeito que escolheu escolher deseja recomeçar por conta própria, para isso ele deve se desfazer de amarras no âmbito da identificação.
- Escolher não escolher acompanhada de uma renúncia que se coloca como impotência. Há um medo de decidir, o uqe leva o sujeito a eleger um outro para decidir por si.
O aumento da frequência dessa situação nos leva a pensar em transformações que tenham como resultado a produção desses sintomas.
· Característica da nossa sociedade (sociedade de controle) da sociedade disciplinar é a abolição das fronteiras
- Abolição das fronteiras subjetivas à dá visibilidade aos impulsos postos em discurso para construir em volta dele mecanismos de saber-poder.
- Abolição das fronteiras externas à a rua, que antes era considerada um espaço publico, se torna cada vez mais privatizada. A paisagem publica não é mais o lugar de encontros, de agrupamento de todos, mas do condomínio privado, dos carros e das galerias (lojas). à maneira de controlar os encontros.
- Abolição das fronteiras mundiais à capitalismo sem limites. O desaparecimento dos Estados-nação em prol das zonas de livre comércio faz aparecer uma nova ordem mundial à IMPÉRIO. Nesta, o poder perde o centro, a soberania é difusa e anda acompanhando uma economia de mercado mundial em que domina um imperativo de consumo e uma exigência de eficácia quanto ao ato.
* leva a uma ausência de pertencimento social
* o exercício de poder vigente é o biopoder.
- Quando não há nenhuma dessas fronteiras, são as diferenças e singularidades dos modos de vida que passam a ser controlados.
* ALISAMENTO – Deleuze. Os dispositivos de controle agem sobre espaços lisos.
* o poder molda movimentos, não mais comportamentos.
- O poder age também sobre o TEMPO à aniquila o tempo da indeterminação, da hesitação, impondo uma obrigação de ação imediata e eficaz.
* O poder age no intervalo entre o momento de olhar e o momento de agir, lugar da indeterminação psíquica e do desejo, de conflitos, de recalque, das moções pulsionais e da memoria. Ele diminui o intervalo para agir de forma eficaz sobre a ação (então, se com o VP diminuirmos ao máximo esse tempo estaremos colocando em cena o poder que rege nossa sociedade).
* O importante é consumir todas as chances.
* As ações passam a adquirir um único valor: eficácia com economia de meios
* O homem é impelido a se destacar por seus atos individuais.
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