Falamos sobre formas de coletivização, que há algo entre todos aqueles indivicuos que fazem deles 1 coro. os corpos. todos manipulam seus corpos. mas também a formalidade do movimento, as qualidades dele. e também coderia ser a qualidade do corpo. também poderia ser as ações praticadas? como foram? CORRER, PARAR, GIRAR, CAIR E PULAR, fazem desses individuos um coro?
Já penso, como foi discutido ontem do After do ensaio (que, caralho, como é dificil lembrar de tudo e tudo foi tão importante) que talvez não. Foi a Bella que disse que talvez esse nao seja o lugar, não seja esse o elemento de coletivização. Ela falou em estado. Olivia falou em estado. Tomás falou em estado.
Estado. Seria uma forma de coletivização? Como, todos estando no mesmo estado e o 1 que não está mais no estado portanto se individualiza OU este um não precisa sair do estado mas talvez elevar este estado à expressão de uma ação, ou desempenhar uma ação "alegórica" em relação ao estado. A individuação pode acontecer dentro de mesmo estado, é uma possibilidade. Assim como ela podia acontecer dentro das ações estabelecidas, mudando seu estado. Ou apenas mudar as ações e qualidades de movimento.
Pra mim, ainda fica a pergunta que é QUAIS AS FORMAS POSSIVEIS DE COLETIVIZAÇÃO? e, em conseguencia, de INDIVIDUAÇÃO.
Mas também tem outra coisa, muito incrível que surgui que é: EXISTE este conformação 1 X TODOS ?
Quais são as relaçoes possiveis de 1 x todos? o que vem na cabeça quando pensamos nessa conformação?
É engreçado, de fato, não existe. Cada um do todos é individuado o suficiente para ser o 1, ao mesmo tempo que este 1 é coletivizado o suficiente para ser o Todos. Não é assim?
Se isso, de fato nao acontece, em que esferas que não a esfera DO FATO, isso pode acontecer? Nas projeções mentais sobre o coletivo? simplesmente na esfera do EU, quando todo o resto é este Todos?
Nas imagens do Eu? Na qualquer oposição possivel de eu para o resto, súbita, repentinamente territorializada?
Quais são os sonhos 1 x todos? como essa sensibilidade se constrói?
Podemos construir em cima do 1 e os estímulos que ele recebe como o Todos.Neste caso, o todos são todos, mas só o são em relação a este 1. isso é interessante. em relação à;
Podemos pensar em cima do Todos. todos sem nenhum, quando este 1 está realmente dentro desse todos, o que é possivel.
Podemos pensar todos x todos, quando todos estão individuados um em relação ao outro.
[1 x todos
todos x 1
todos 0
todos 8
Um e o Tempo
Um e a Imagem
Um e sua projeção de todos
Todos e o um que conseguiu
Todos e o 1 que é sua realidade utópica (imagem)
Todos e o um que na´é exatamente um mas é a relação que não se estabelece entre todos (todos vêem o 1 mas nao vêem todos)]
Tem um parte que eu me lembro das 3 ecologias que ele dz mais ou menos o seguinte: que a desterritorialização que acontece na subjetividade através do capital, dissolvendo valores morais, levando a ações que fogem à lógica do Estado e de orgãos ´públicos (como a propina, por exemplo, como eu entendi) é de repente forçada à uma territorialização violenta quando exatamente o Estado e os Orgaos Publicos exercem poder sobre ela, a chamando novamente às regras esquecidas durante seu fluxo produtivo capitalista.
Eu vejo isso muito claramente, como na hipocrisia mór de todos a 'levarem um grande susto com o caos que o Rio se tornou com o trafico de drogas';. É tipo, todo mundo já sabia o que estava acontecendo, sendo o sistema o maior incentivador de 'desvios morais' (da ótica do estado), e de repente o Estado, por motivos bem especificos e claramente ligados também a logica economica, resolve fazer uma ação para matar OS BANDIDOS.
Quando os bandidos viram os bandidos, e toda a classe média que encontra o bandido na esqiuna para pegar maconha, levanta para dizer que eles tem que morrer, aí é feita uma ressingularização repentina e violenta. Eu não sou este bandido, este bandido não sou eu.(volta-se à neurose, o que antes esra a esquizofrenia desterritorializada do capital) Ele está fora dos padroes necessarios para serem pessoas como eu. é recriada uma cisão em nível especifico de consciencia.
Esse é um exemplo que veio na minha cabeça quando estavmos falando em individuação e coletivização.
Gostaria tembém de pontuar no entanto, que este CORO não necessariamente precisa ser um coro de Homens. Tudo vai depender da relação que se estabelecer entre o Coro e o 1. Tanto o coro quanto o 1 podem ser qualquer coisa. essa relação pode ser qualquer relação. ela é apenas um suporte especifico para a produção de sensibilidade que possa circular em torno dela. mesmo sendo essa sensibilidade uma sensibilidade fascista.
Rê e Bella disseram: eles querem que nós acreditemos que há 1 x todos. quando na real nao há. existem apenas pessoas.
pois é, concordo. quando olhamos em volta de fato estao aí as pessoas, que tem carne, coração, vão morrer assim como eu, estao tentando... pessoas simplesmente, e isso é tão bom de ver.
Mas, existe todo um imaginário que circunda este 1 x todos, que nao me importa se ele é verdadeiro ou não, mas ele é.
Todos estribuxam; Todos param de estribuxar menos 1; O 1 estribuxa como estribuxavam todos. Vemos um conter e estribuxar de todos. Uma individuaçao que evidencia a coletivização.
Estamos sempre em relação à.
Vamos levar nossos jogos na sexta, ok:?!
Vamos jogar!
Pedro Pedruzzi
Nossa principal tentativa foi encontrar um jogo-motor, um gatilho, para que pudesse emergir em sala de ensaios intensidades do nosso grupo relativas aos temas que estamos pesquisando - desejo, mercadoria/consumo, capital, mídia, corpo. Chegamos ao 1 x Todos justamente por trazer a questão da coletividade, que perpassa tudo, e porque enxergamos o coro como elemento chave dessa encenação. Talvez não saiba dizer bem o porque, mas é isso tudo que estamos falando. Claro que para tratar do que queremos, podemos colocar o coro de lado, mas parece essencial escolher ele para esburacar agora, desdobrá-lo para vermos o máximo de suas possibilidades signficantes e a-significantes. Talvez possamos ter até Julho, um trabalho somente em cima dessa discussão, para podermos chegar na idéia de 1 x todos, individualização, etc., mas para termos tempo de perfurá-la, integrar, a nossa maneira, o 1 ao todos, reconhecer esse 1-todos. Voltar e sair desta relação na medida do que nos for necessário falar, expressar. É isso que Nina põe aqui em cima: quais as formas possíveis de coletivização? existe individualização? em que camada? o que esperamos extrair em cena disto? Eu e Nina temos pensado diversos desdobramentos pra este exercício, mas todos de modo a fazer surgir uma relação dada que nós enxergamos no mundo. Estamos trabalhando no sentido de passar oleo no gatilho de modo que ative as relações que vocês vejam. Por isso, é importante todo mundo levar um jogo amanhã. E reiterando que o coro não é somente de homens, ele é opção estética de figurar coletividade, ele é o rizoma cênico! (vou fazer meu mestrado em cima disso, nada de roubar o tema). E então nós temos desde a minha projeção de 1xtodos, a partir do momento que me delimito enquanto um eu, até o sonho do Homem dos Lobos (vide Mil Platos number 1), é um e todos. Quanto ao que une um coletivo propriamente na cena, há, acho que mil e uma coisas, estado, ação, relação. Tudo é uma opção nossa, e queriamos que trabalhassemos para descobrir a menos ingênua.
Estou empolgado. Sou todos vocês.
Estou empolgado. Sou todos vocês.
nina balbi - Eu sou aqui um. Dentro do meu corpo, todos passeiam.
Tenho medo dos olhos dele, aqui dentro minha garganta comprime.
Todos estão andando para aqui. O passo é largo, e rápido, e demente.
Eu, claro, sou como eles. Eu ando largo rapido demente. eu as vezes até quase caio tentando ir mais rápido que eles. Eu na verdade queria ainda ser mais como eles, só que diferente. eu queria ser o que eles querem ser, antes deles. entende?
todos caminham dentro de mim. suas solas em meu coração, suas solas em meu pulmão, no avesso da minha pele. eu caminho os passos deles.
eles são meus pais, minhas mães, meus amigos. eles são todos os rostos que eu conheço, os que eu não conheço, os meus futuros esposos e filhos. eles são os perdedores da nação, meus grandes heróis, sustentando suas glorias ocultas.
eles não enxergam. eles esbarram uns nos outros, esbarram em mim, e eu tenho raiva.
eu nao enxergo, eu esbarro nos outros, eu esbarro então em mim, e eu tenho raiva.
eu olho para eles. eu penso: então sou eu.
eles olham para mim. eles pensam: então sou eu.
nós assim nos olhamos, por um longo tempo, antes de recomeçarmos a andar.
Tenho medo dos olhos dele, aqui dentro minha garganta comprime.
Todos estão andando para aqui. O passo é largo, e rápido, e demente.
Eu, claro, sou como eles. Eu ando largo rapido demente. eu as vezes até quase caio tentando ir mais rápido que eles. Eu na verdade queria ainda ser mais como eles, só que diferente. eu queria ser o que eles querem ser, antes deles. entende?
todos caminham dentro de mim. suas solas em meu coração, suas solas em meu pulmão, no avesso da minha pele. eu caminho os passos deles.
eles são meus pais, minhas mães, meus amigos. eles são todos os rostos que eu conheço, os que eu não conheço, os meus futuros esposos e filhos. eles são os perdedores da nação, meus grandes heróis, sustentando suas glorias ocultas.
eles não enxergam. eles esbarram uns nos outros, esbarram em mim, e eu tenho raiva.
eu nao enxergo, eu esbarro nos outros, eu esbarro então em mim, e eu tenho raiva.
eu olho para eles. eu penso: então sou eu.
eles olham para mim. eles pensam: então sou eu.
nós assim nos olhamos, por um longo tempo, antes de recomeçarmos a andar.
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