Começo este com uma anedota. De acordo com um professor de física do pré-vestibular, um aluno de de Einstein encontou este no ônibus perguntou para onde o professor estava indo. Einstein respondeu: "Estou esperando a faculdade chegar até mim". Isso porque na Física o referencial está sempre em repouso. Sendo Einstein seu próprio referencial, logo estava em repouso.
Assim, tomemos o indivíduo. Se este está em repouso pois é seu próprio referencial, logo todo o universo gira em torno de si. Antropocentrismo na mais pura forma. Arrisco dizer mais, não só o mundo como todas conexões sociais giram em torno deste indivíduo. estou por um momento excluindo a idéia de rede de conexões (para retomar se escrever novamente).
Mundando de assunto, pois não consigo mais seguir essa linha de raciocínio.
Toda a cidade cresce a minha volta, como uma grande árvore. Suas raízes se espalham feitas de concreto. Seus frutos nascem de dentro desse concreto. Ouço na esquina muitas "músicas bregas" vindas de de diversos bares da esquina. Me distraio e observo. Poucas pessoas. Um ar ransoso, quase visível. Tristeza, serenidade, distorção, saudade. O mundo parece brotar a minha volta. Percebo as ruas, as pessoas, a velocidade dos ônibus, do ônibus. Os professores lutam contra o bullying onde deveria ter uma propaganda de carro. Pessoas estão sozinhas nos galhos da cidade. A escola de circo está demolida. Penso que tudo brota sob meus pés. Penso que tudo é reflexo daquilo que eu sou. Se sou meu ponto de referência, me sou o tronco. Não sou narcisista, é apenas um dos milhares de pontos de vista. se estou doente, o mundo adoece a partir de mim. O que acontece quando uma célula de nosso corpo adoece? Ela morre ou adoece as outras. A partir dela todo o mal se gera. A cidade são sinapses subjetivas, são aglutinações, construções. Ela se espalha. Ela se reflete na gente. As arvres somos nozes. Tendemos todos ao infinito. De dentro pra fora e de fora pra dentro. Todo corpo é um tronco em si que tende ao infinito, Meu pai me dizia que somos feitos da poeira das estrelas, e isso é a coisa mais óbvia hoje em dia. SOMOS FEITOS DA MESMA COISA QUE AS ESTRELAS.
Também não sei mais falar disso.
Não consigo ver o mundo de uma maneira tão concreta. Não consigo. Nós somos completamente malucos. Estamos internados na loucura. É tudo muito insano. Ou eu talvez seja um pouco insano. Ou só repita tudo. O que também é bem insano.
Eu mergulharia no concreto e transbordaria pedaços de parede. Eu mergulharia na mata e transboradaria pássaros.
Tenho tido dificuldades de pensar uma cartografia. Tudo parece pouco. Filmar, escrever. Preciso de um radinho pra gravar tudo que vejo, que falo.
Já perdi o fio da meada. Esperam que façam disso importante, porque pra mim é muito importante.
Está chovendo lá fora. Primeiro pensei que poderia inundar tudo. depois pensei nos outros. A cidade é muito violenta por causa das inundações.
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terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Anedota
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