postado em 25/05/2011 19:29 por Julio Castro
Se as gerações passada de quem somos herdeiros possuíam um inimigo, para nós é difícil identificá-lo.
O inimigo eram os nazistas, comunistas, socialistas, capitalistas, burgueses, bárbaros, brancos, negros, índios, o mar, a Igreja, os hereges, etc.
Nos reunimos e questionamos o sistema enquanto bebemos latas de coca-cola e fumamos nossos cigarros. Tudo é questíonável.
Bin Laden não era um inimigo (também não era nenhum bom moço). Digo, que não era um inimigo porque sua posição é questionável. Até onde o inimigo é realmente inimigo? questionamos a posição do inimigo enquanto inimigo. Nós também somos inimigo. Nós sabemos que o inimigo também sofre. também tem filhos. também reza. também caga.
contra o que realmente lutamos? nós realmente lutamos?
quais são nossas utopias? e nossas utopias pessoais? nossas utopias de pequenos grupos?
se o cinema reunia todos os fragmentos da vida urbana em uma visão. se a televisão fragmentava nossas noções, trazendo o mundo moldado por uma visão. a internet (se bem utilizada) são várias visões. hoje em dia a rede nem é mais chamada de rede, é chamada de nuvem. É fluida e impalpável.
nossas visões de bem e mal são também fluidas, impalpáveis. questionáveis.
sobre o que realmente estamos falando?
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Isabella Almeida - 26/05/2011 09:41
Emocionei.
não sei.
não sei.
nina balbi - 26/05/2011 13:12
"a grande guerra agora é a nossa vida"
nao tem lá. nao tem depois. não tem ele.
nao tem razão, causa, culpa.
não tem dois lados.
nao tem certo e errado.
tem um grande corpo único, nuvem. eu que sou você que é ele, que somos todos nós, nossos inimigos, nosso amigos, mães e pais.
você é o culpado, julio, pelo desmatamento, pela minha falta, pela minha carência, pelo meu erro.
eu sou sua mãe, e vc não fale assim comigo, olha o respeito.
a coca cola me salva do meu estomago marrom de nicotina. o cigarro me salva do instante nada. o instante de nada é o momento que eu me devolvo. no meu corpo-espelho: eu, o grande recalcado, nocivo, fraco, e também todas as reticencias do meu desejo que me preenche só de promessa.
eu estou num campo aberto. aqui, eu sou a terra, o vento e o infinito que cabe em mim quando olho o horizonte.
a vianinha é meu campo aberto. ela nao me salva, ela me condena a toda a beleza do mundo. nada mais importa. nao falta nada. aqui estou.
aqui estou eu, falando do movimento, da falha, do recomeço que carrega a falha. e enquanto faço isso.... aqui estou eu, onde nada falta.
nao tem lá. nao tem depois. não tem ele.
nao tem razão, causa, culpa.
não tem dois lados.
nao tem certo e errado.
tem um grande corpo único, nuvem. eu que sou você que é ele, que somos todos nós, nossos inimigos, nosso amigos, mães e pais.
você é o culpado, julio, pelo desmatamento, pela minha falta, pela minha carência, pelo meu erro.
eu sou sua mãe, e vc não fale assim comigo, olha o respeito.
a coca cola me salva do meu estomago marrom de nicotina. o cigarro me salva do instante nada. o instante de nada é o momento que eu me devolvo. no meu corpo-espelho: eu, o grande recalcado, nocivo, fraco, e também todas as reticencias do meu desejo que me preenche só de promessa.
eu estou num campo aberto. aqui, eu sou a terra, o vento e o infinito que cabe em mim quando olho o horizonte.
a vianinha é meu campo aberto. ela nao me salva, ela me condena a toda a beleza do mundo. nada mais importa. nao falta nada. aqui estou.
aqui estou eu, falando do movimento, da falha, do recomeço que carrega a falha. e enquanto faço isso.... aqui estou eu, onde nada falta.
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