terça-feira, 27 de dezembro de 2011

OS VIEWPOINTS, resumo

OS VIEWPOINTS ou Como tudo te afeta? Como tudo fala?

Queridos e queridas, a partir de agora entraremos mais em contato com nossos amigos VPs. Para vocês irem comendo eles, fiz uma livre tradução de parte do texto de Anne Boggart. Podem imprimir que é util. Onde eu queria chegar: impressões dela sobre o trabalho, estados para se colocar durante o trabalho, eu não consegui, pois essa tradução foi mais lenta do que previa. Amanhã eu vou escrever mais.
O importante é que - em jogo - vocês estejam sempre atentos e presentes. Qualquer jogo, por mais bobo que possa parecer, se ele está sendo feito no ensaio, é porque ele já é um espetáculo, e como tal, ele já comunica, ele expressa. Estejamos sempre atentos a essas camadas expressivas da cena, que Anne fez o favor de decupar e desenvolver.
Beijos,
enjoy.
 
-Os Viewpoints são uma filosofia traduzida em técnica para (1) treinar atores/performers (2) construir cena (3) criar movimento.
-Os Viewpoints são nomes dados a certos princípios do movimento pelo tempo e pelo espaço; esses nomes constituem uma linguagem para falar sobre o que acontece em cena.
-Os Viewpoints são pontos de atenção que um ator/performer ou criador usa enquanto trabalha.
 
Os 9 Viewpoints Físicos são:
 
Viewpoints de Tempo
* Velocidade
A taxa de velocidade na qual um movimento ocorre, o quão rápido ou devagar algo acontece em cena.
* Duração
Quanto dura um movimento ou sequência de movimentos. Duração, em termos de VP, remete especificamente a quanto tempo um grupo de pessoas trabalhando juntas permanece dentro de uma sequência de movimentos antes que ela mude.
* Resposta Cinestética
Uma reação espontânea a um movimento externo ; o tempo no qual você responde a eventos, movimentos ou sons externos; o movimento instantâneo que ocorre pela estimulação dos sentidos. Exemplo: alguém bate palma na sua frente e você pisca em resposta, ou alguém bate a porta e você levanta instanteneamente da cadeira.
* Repetição
O quanto algo se repete em cena. Repetição inclui (1) Repetição Interna (repetir um movimento com/de seu próprio corpo); (2) Repetição Externa (repetir a forma, a velocidade, gesto, etc., de algo fora do seu corpo)
 
Viewpoints de Espaço
* Forma
O contorno ou traçado que um corpo (ou corpos) faz no espaço. Toda Forma pode ser dividida em (1) linhas (2) curvas (3) uma combinação de linhas e curvas.
A forma também pode estar (1) parada (2) em movimento no espaço.
A forma pode ser feita de três maneiras: (1) o corpo no espaço (2) o corpo em relação com a arquitetura fazendo uma forma (3) o corpo em relação com outros corpos fazendo uma forma.
* Gesto
Um movimento envolvendo uma parte ou partes do corpo; Gesto é Forma com um início, meio e fim. Gesto pode ser feito com as mãos, braços, pernas, cabeça, boca, olho, pé, estômago ou qualquer outra combinação de partes isoláveis. Gesto pode ser dividido em:
1. Gesto Cotidiano.  Pertence ao mundo concreto, físico, do cotidiano, como observamos no dia a dia. É o tipo de gesto que se vê no supermercado ou metrô; coçar, apontar, acenar. Gesto Cotidiano pode dar informações sobre a personalidade, sobre um período histórico, saúde física, circunstâncias, clima, etc. É geralmente definido pela personalidade da pessoa ou local e época em que vive. Pode haver um pensamento ou intenção por trás do Gesto.
2. Gesto Expressivo. Expressa um estado interior, uma emoção, um desejo, um idéia ou valor. É abstrato e simbólico mais do que representacional.
* Arquitetura
O ambiente físico no no qual se está trabalhando e como a atenção a ele afeta o movimento. Trabalhando a Arquitetura como um VP, aprendemos a dançar com o espaço, estar em diálogo com uma sala, deixar o movimento (especialmente a Forma e Gesto) evoluir para além de nós. Arquitetura se divide entre:
1. Massa sólida. Parede, chão, teto, janelas, portas, etc.
2. Textura. Se a massa sólida é de metal ou madeira muda o tipo de movimento que criamos com ela.
3. Luz. As fontes de luz da sala, as sombras que criamos em relação com estas fontes, etc.
4. Cor. Criar movimento com as cores do espaço, como uma cadeira vermelha dentre muitas pretas afeta minha coreografia em relação a ela.
5.Som. Som criado pela e com a arquitetura; o som dos passos no chão, o rangir da porta.
Trabalhando com arquitetura, criamos metáforas espaciais, dando formas a sentimentos como 'perdido no espaço', 'preso entre paredes', etc.
* Relação Espacial
A distância entre as coisas em cena, especialmente (1) a de um corpo a outro (2) um corpo (ou corpos) para um grupo de corpos (3) o corpo para a arquitetura.
Quais são todas as possibilidades de distâncias entre as coisas em cena? Que tipo de agrupamentos nos permitem ver mais claramente uma cena? Que agrupamentos sugerem um evento ou emoção, expressam uma dinâmica? Trabalhar com distâncias dinâmicas. Da extrema proximidade à extrema separação.
* Topografia
O panorama, o padrão de chão, os rabiscos que criamos em movimento pelo espaço. Imagine que a sola do seu pé está pintada de vermelho; o padrão de chão é a figura que se forma no chão enquanto você se move pelo espaço, o que muda com o tempo. Também inclui escolha do tamanho e forma do espaço no qual iremos trabalhar


Queridos e queridas, a partir de agora entraremos mais em contato com nossos amigos VPs. Para vocês irem comendo eles, fiz uma livre tradução de parte do texto de Anne Boggart. Podem imprimir que é util. Onde eu queria chegar: impressões dela sobre o trabalho, estados para se colocar durante o trabalho, eu não consegui, pois essa tradução foi mais lenta do que previa. Amanhã eu vou escrever mais.
O importante é que - em jogo - vocês estejam sempre atentos e presentes. Qualquer jogo, por mais bobo que possa parecer, se ele está sendo feito no ensaio, é porque ele já é um espetáculo, e como tal, ele já comunica, ele expressa. Estejamos sempre atentos a essas camadas expressivas da cena, que Anne fez o favor de decupar e desenvolver.
Beijos,
enjoy.
 
-Os Viewpoints são uma filosofia traduzida em técnica para (1) treinar atores/performers (2) construir cena (3) criar movimento.
-Os Viewpoints são nomes dados a certos princípios do movimento pelo tempo e pelo espaço; esses nomes constituem uma linguagem para falar sobre o que acontece em cena.
-Os Viewpoints são pontos de atenção que um ator/performer ou criador usa enquanto trabalha.
 
Os 9 Viewpoints Físicos são:
 
Viewpoints de Tempo
* Velocidade
A taxa de velocidade na qual um movimento ocorre, o quão rápido ou devagar algo acontece em cena.
* Duração
Quanto dura um movimento ou sequência de movimentos. Duração, em termos de VP, remete especificamente a quanto tempo um grupo de pessoas trabalhando juntas permanece dentro de uma sequência de movimentos antes que ela mude.
* Resposta Cinestética
Uma reação espontânea a um movimento externo ; o tempo no qual você responde a eventos, movimentos ou sons externos; o movimento instantâneo que ocorre pela estimulação dos sentidos. Exemplo: alguém bate palma na sua frente e você pisca em resposta, ou alguém bate a porta e você levanta instanteneamente da cadeira.
* Repetição
O quanto algo se repete em cena. Repetição inclui (1) Repetição Interna (repetir um movimento com/de seu próprio corpo); (2) Repetição Externa (repetir a forma, a velocidade, gesto, etc., de algo fora do seu corpo)
 
Viewpoints de Espaço
* Forma
O contorno ou traçado que um corpo (ou corpos) faz no espaço. Toda Forma pode ser dividida em (1) linhas (2) curvas (3) uma combinação de linhas e curvas.
A forma também pode estar (1) parada (2) em movimento no espaço.
A forma pode ser feita de três maneiras: (1) o corpo no espaço (2) o corpo em relação com a arquitetura fazendo uma forma (3) o corpo em relação com outros corpos fazendo uma forma.
* Gesto
Um movimento envolvendo uma parte ou partes do corpo; Gesto é Forma com um início, meio e fim. Gesto pode ser feito com as mãos, braços, pernas, cabeça, boca, olho, pé, estômago ou qualquer outra combinação de partes isoláveis. Gesto pode ser dividido em:
1. Gesto Cotidiano.  Pertence ao mundo concreto, físico, do cotidiano, como observamos no dia a dia. É o tipo de gesto que se vê no supermercado ou metrô; coçar, apontar, acenar. Gesto Cotidiano pode dar informações sobre a personalidade, sobre um período histórico, saúde física, circunstâncias, clima, etc. É geralmente definido pela personalidade da pessoa ou local e época em que vive. Pode haver um pensamento ou intenção por trás do Gesto.
2. Gesto Expressivo. Expressa um estado interior, uma emoção, um desejo, um idéia ou valor. É abstrato e simbólico mais do que representacional.
* Arquitetura
O ambiente físico no no qual se está trabalhando e como a atenção a ele afeta o movimento. Trabalhando a Arquitetura como um VP, aprendemos a dançar com o espaço, estar em diálogo com uma sala, deixar o movimento (especialmente a Forma e Gesto) evoluir para além de nós. Arquitetura se divide entre:
1. Massa sólida. Parede, chão, teto, janelas, portas, etc.
2. Textura. Se a massa sólida é de metal ou madeira muda o tipo de movimento que criamos com ela.
3. Luz. As fontes de luz da sala, as sombras que criamos em relação com estas fontes, etc.
4. Cor. Criar movimento com as cores do espaço, como uma cadeira vermelha dentre muitas pretas afeta minha coreografia em relação a ela.
5.Som. Som criado pela e com a arquitetura; o som dos passos no chão, o rangir da porta.
Trabalhando com arquitetura, criamos metáforas espaciais, dando formas a sentimentos como 'perdido no espaço', 'preso entre paredes', etc.
* Relação Espacial
A distância entre as coisas em cena, especialmente (1) a de um corpo a outro (2) um corpo (ou corpos) para um grupo de corpos (3) o corpo para a arquitetura.
Quais são todas as possibilidades de distâncias entre as coisas em cena? Que tipo de agrupamentos nos permitem ver mais claramente uma cena? Que agrupamentos sugerem um evento ou emoção, expressam uma dinâmica? Trabalhar com distâncias dinâmicas. Da extrema proximidade à extrema separação.
* Topografia
O panorama, o padrão de chão, os rabiscos que criamos em movimento pelo espaço. Imagine que a sola do seu pé está pintada de vermelho; o padrão de chão é a figura que se forma no chão enquanto você se move pelo espaço, o que muda com o tempo. Também inclui escolha do tamanho e forma do espaço no qual iremos trabalhar.
 

Ficar parado foi a única maneira que a gente encontrou

TEHCHING HSIEH



Amor com


"uma partilha da subjetividade só é póssivel, para Barthes, quando duas pessoas podem reconhecer o mesmo impossível.
viver para um amor cujo objetivo é partilhar o Impossível é simultaneamente um projeto modesto e extremamente ambicioso, uma vez que esse projeto procura encontrar um contato apenas com aquilo que não está mais ali.
 Memória.
Olhar.

Amor.

esse projeto deve envolver uma visão total da ausência do Outro
(a parte ambiciosa),
uma visão que implica igualmente o reconhecimento da presença do outro
(a parte modesta).
reconhecer a (sempre parcial) presença do Outro
é reconhecer a nossa (sempre parcial) ausência."

ontologia da performance, de peggy phelan
"uma partilha da subjetividade só é póssivel, para Barthes, quando duas pessoas podem reconhecer o mesmo impossível.
viver para um amor cujo objetivo é partilhar o Impossível é simultaneamente um projeto modesto e extremamente ambicioso, uma vez que esse projeto procura encontrar um contato apenas com aquilo que não está mais ali.
 Memória.
Olhar.

Amor.

esse projeto deve envolver uma visão total da ausência do Outro
(a parte ambiciosa),
uma visão que implica igualmente o reconhecimento da presença do outro
(a parte modesta).
reconhecer a (sempre parcial) presença do Outro
é reconhecer a nossa (sempre parcial) ausência."

ontologia da performance, de peggy phelan

o outro, coletivo improviso

 OUTRO, NA RUA
26 de dezembro de 2010 >>> Fabricio Belsoff
[por Fabrício Belsoff*]
Partindo da leitura dos ensaios de André Carreira e Jussara Trindade, e da experiência de ter assistido e participado da discussão em torno da criação do espetáculo “Otro” do Coletivo Improviso, escrevo esse texto afim de discutir a noção de “teatro de invasão” e as relações que o mesmo estabelece com o espetáculo de palco escolhido, buscando encontrar os pontos de convergência quanto às técnicas de representação utilizadas.
Para isso, começo explicando como a noção de “teatro de invasão” é definida por André Carreira, e quais são suas características principais; levando em consideração a maneira como o termo é utilizado por Jussara em seus ensaio.
André Carreira propõe redimensionar a noção de teatro de rua e refletir sobre um “teatro de invasão” que descobre “nas regras de funcionamento da cidade sua tessitura dramatúrgica”. A tarefa chave, como explica Jussara, é refletir sobre o potencial da cidade, não apenas como cenografia, mas como dramaturgia, o que pode parecer um pouco óbivio, a primeira vista, mas tal diferença surge de uma nova possibilidade de se pensar o processo criativo de um espetáculo que acontece nas ruas. Os artistas que estiverem envolvidos em um teatro de invasão, precisam repensar sua maneira de trabalhar a partir de algumas premissas. Uma delas é a proposição de que a cidade e seus fluxos são os elementos básicos para a criação da montagem.

[Otro, de Enrique Diaz e Cristina Moura]
Mas o que seriam estas “regras de funcionamento da cidade”, onde se encontram as vozes que compõe a “tessitura dramatúrgica” desse teatro? Segundo Carreira, é a partir da experiência no ambiente da cidade que se descobrem os procedimentos cênicos de montagem de um teatro de invasão.
O “ambiente” da cidade é um tecido relacional cuja trama é formada por elementos físicos (projeto de urbanismo e paisagismo, plano viário, arquitetura, etc) e pelo fluxo dos sujeitos que a fazem e refazem. Como este “ambiente” é mutante, então o teatro que invade esse espaço precisa ser entendido sengundo outros critérios, que não podem mais ser relativos ao teatro convencional, mas sim a uma perspectiva que tenha a flexibilidade e adaptabilidade como sua principal marca.
O que difere os procedimentos cênicos do teatro de invasão de outros mais tradicionais, (do espetáculo de palco, por exemplo) é o fato de colocarem no centro do seu processo de criação a percepção da cidade como organismo arquitetônico e cultural, cuja fala deve ser lida como elemento dramartúrgico. Isso implica em não considerar apenas o plano temático sugerido pela cidade, mas sim, através do trabalho do ator, que passa a ter que interagir com o espaço ao invés de usá-lo apenas, descobrir as “circustâncias dadas” pela cidade, que podem ser utilizadas para moldar a montagem. Trata-se de um processo criativo que surge da experimentação da cidade e que não impõe as regras do teatro mas, que se constrói a partir das sugestões do fluxo da cidade. “Paradoxalmente, o teatro de invasão – que pretende irromper na cidade –, só será realmente invasivo se si deixar penetrar pelas dinânimicas da cidade. Se aceitar a cidade em suas múltiplas facetas, como elemento constituinte do acontecimento teatral [...] Esse teatro deverá descobrir quais são as formas de dialogar com os ruídos, falas, imagens, volumes e as mais diversas expressões da cidade [...] Um teatro que invade deverá ter a capacidade de incorporar a cidade em seu discurso [...] Invadir é produzir fraturas momentâneas nos fluxos da cidade, e deste lugar propor também novas possibilidades para a cidade [...] a partir da compreensão desta com um lugar socio-cultural no qual todo cidadão pode propor novos ritmos, novos fluxos e novos sentidos.” (Carreira)
As formas de diálogo entre a cena e cidade são inúmeras e só podem ser determinadas pela própria dinâmica das encenações que forem criadas da leitura atenta da cidade como pré-texto dramático. A experiência concreta do ator com o “ambiente” permite que a criação surja do próprio contato com a cidade. O espaço deve envolver o corpo do ator como ponto de partida para o início do processo de criação. Entretanto, o que deve ficar claro, é que o objetivo de identificar as “circustâncias dadas” sugeridas pelo ambinete não é o de escrever um texto, mas sim criar a própria lógica da encenação e da relação com o público.
O cidadão representa ao mesmo tempo um componente do esptáculo e é seu público potencial. Quando se presencia um espetáculo que invade a cidade se relacionando com todo o espaço urbano, o público dinâmico que segue a cena também se transforma em elemento de observação por parte do próprio público. Uma vez invadido o espaço de uso cotidiano o público – não voluntário – se vê frente à questão de aceitar o acontecimento e tratar de desvendar seus códigos ou simplesmente se distanciar. Para esse teatro, é preciso descobrir na cidade potencialidades para o trabalho do ator. A imprevisibilidade da rua não pode ser vista pelo ator como uma limitação, mas sim como uma possibilidade de descoberta. E para isso, precisa se aproximar mais da estrutura do jogo do que com as técnicas interpretativas convencionais de palco, como diz Jussara.
Agora, tendo em mente estes procedimentos de um teatro de invasão, cabe desenvolver um comentário exemplificado sobre os pontos em comum que podem ser encontrados entre a noção descrita e o espetáculo de palco “Otro” dirigido por Enrique Diaz com o Coletivo Improviso, pela ótica do trabalho do ator.

[Otro, de Enrique Diaz e Cristina Moura]
No final de 2009, Enrique Diaz propôs uma residência com diversos artistas do Rio de Janeiro, muitos deles do Coletivo Improviso, afim de começar o processo de criação do que se tornou o espetáculo “Otro”. Na época, assim como meus colegas do coletivo Pequena Orquestra, fui chamado para praticipar, mas infelizmente, por causa dos horários, fiquei apenas acompanhando de longe e através de relatos dos meus colegas, participei do processo como um ouvinte à distância.
Ao contrário, do que é de costume em processos de espetáculo de palco, o projeto não partiu de um texto, mas sim de um treinamento físico da técnica de improvisação dos Viewpoints e Suzuki, e de uma proposta de composição dramatúrgica que eu me arrisco à chamar de “invasora”, pois em certa medida, assim como André Carreira propõe, a experiência dos atores no ambinete da cidade em busca da descoberta do outro constituíu, nessa etapa do processo, o elemento básico de criação.
No programa do espetáculo, Enrique faz referência à residência e fala sobre esse procedimento de criação, em que os artistas ao invés de ensaiar um cena, organizavam exercícios de “saídas”. Estas saídas, pensadas dentro de sala, eram propostas do que poderia ser investigado na rua, no fluxo da cidade.
Uma vez na rua, os artistas, que precisavam dar conta de propostas que buscavam nos sujeitos da cidade o seu interloucutor, não podiam mais ser balizados por técnicas de representação de um espetáculo de palco, mas sim aparamentados por uma técnica de improviso que têm na flexibilidade e adaptabilidade sua principal característica, afim de que eles pudessem ter condições de jogar com as variáveis do espaço da cidade.
Durante a residência, muitas interfaces entre a cena e a cidade forma experiementadas através de diferentes tipos de “saídas”, chegando ao ponto de ser possível falar em categorias estratégicas. No programa da peça Enrique Diaz diz que para organizar as saídas foram pensadas algumas categorias possíveis: “Flaneur”, “Sophie Calle”, “Microdocumentário” e “Aqui e Agora”. Sem me deter minuciosamente na descrição das características de cada categoria, o que elas tinham em comum era o interesse em descobrir o outro através do ambiente da cidade. Para isso, os artistas se arriscaram em idéias de “saídas” que experimentavam tanto os elementos físicos quanto os dinâmicos da cidade. Na categoria do “Flaneur”, tiveram propostas em que artistas permaneceram em filas de banco e outros tipos de espera, experimentado o movimento da cidade. Já dentro das propostas chamadas de “Sophie Calle”, surgiram experiências em que pessoas da rua eram seguidas a distância pelo artista, que fazia um registro da sensação de seguir o fluxo dos sujeitos da cidade.

[Otro, de Enrique Diaz e Cristina Moura]
Assim como Carreira propõe que seja o teatro de invasão, um teatro que absorve da experiência da cidade e das pessoas a dramaturgia do seu espetáculo, foi partir dessas “saídas” que se construíu a peça de Diaz. Foi da descoberta da cidade, da aceitação de suas múltiplas facetas, que se construíu o espeteaculo “Otro”. Por isso, a importância da residência dentro do processo de montagem da peça “Otro”, porque foi a partir da sua proposta de “sair” que surgiram novas possibilidades de dramaturgia que mais tarde foram incorporadas dentro do espetáculo.
Entretanto se fossemos ler o espatáculo “Otro” a partir da noção de teatro de invasão, seria preciso desconsiderar que o objetivo de identificar as “circustâncias dadas” sugeridas pela cidade não é, segundo Carreira, o de escrever um texto, mas sim criar a própria lógica da encenação e da relação com o público. Digo isto, porque dentro do processo criativo de “Otro”, o resultado das experiências das “saídas” não representa um fim em si e não têm a inteção de ser um espetáculo de rua, que repensa a relação ator-espectador. Elas são apenas um meio para se construir material para a dramaturgia de um espetáculo de palco.
*[Fabrício Belsoff é artista multimídia, ator e bacharel em Artes Cênicas pela UNIRIO]


Resumo “Polifonias – clínica, política e criação” - auterives maciel


- A compulsão mostra uma maneira de sujeição direta ao biopoder. Os intervalos de tempo que indicariam uma subjetividade são controlados e cada vez menores -> o tempo suportado entre a ânsia e a obtenção do objeto que satisfaria essa ânsia é também cada vez menor, nos aproximando cada vez mais da compulsão. Quase uma sugestão à compulsão.
- Agir a qualquer preço, expostos aos saberes e poderes que se multiplicam em torno do agir, do sentir e do pensar, com o sentido de dar a eles novas formas.
- Escolha da escolha à abrir indeterminações que restituam a possibilidade de escolher, essencial para a criação de novas maneiras de ser no mundo.
- Escolha por exclusão pressupõe que a realização só foi possível por conta de um campo de decisão previamente escolhido.
            * representações já construídas
            * As possibilidades de escolha são dadas culturalmente, resultando em práticas que integram funções políticas que normatizam, ordenam e produzem subjetividade.
- Complexo poder-saber à responsável pelas expectativas imaginárias (“referias aos saberes integradores das funções políticas”)
As alternativas impostas fazem da escolha uma imposição (a alternativa foi produzida em nós) – “decidimos nossa vida dentro dos limites impostos pelas insígnias as quais nos identificamos”.
- Escolha da escolha2 à o sujeito deve se ver frente ao indecisível; ele deve fazer uma escolha sem outra suposição senão ter que escolher à implica a produção de um outro campo de alternativas e, assim, a criação de um novo sujeito ou de um novo modo de subjetivação.
O sujeito que escolheu escolher deseja recomeçar por conta própria, para isso ele deve se desfazer de amarras no âmbito da identificação.
- Escolher não escolher acompanhada de uma renúncia que se coloca como impotência. Há um medo de decidir, o uqe leva o sujeito a eleger um outro para decidir por si. 
O aumento da frequência dessa situação nos leva a pensar em transformações que tenham como resultado a produção desses sintomas.
·         Característica da nossa sociedade (sociedade de controle) da sociedade disciplinar é a abolição das fronteiras
- Abolição das fronteiras subjetivas à dá visibilidade aos impulsos postos em discurso para construir em volta dele mecanismos de saber-poder.
- Abolição das fronteiras externas à a rua, que antes era considerada um espaço publico, se torna cada vez mais privatizada. A paisagem publica não é mais o lugar de encontros, de agrupamento de todos, mas do condomínio privado, dos carros e das galerias (lojas). à maneira de controlar os encontros.
- Abolição das fronteiras mundiais à capitalismo sem limites. O desaparecimento dos Estados-nação em prol das zonas de livre comércio faz aparecer uma nova ordem mundial à IMPÉRIO. Nesta, o poder perde o centro, a soberania é difusa e anda acompanhando uma economia de mercado mundial em que domina um imperativo de consumo e uma exigência de eficácia quanto ao ato.
            * leva a uma ausência de pertencimento social
            * o exercício de poder vigente é o biopoder.
- Quando não há nenhuma dessas fronteiras, são as diferenças e singularidades dos modos de vida que passam a ser controlados.
            * ALISAMENTO – Deleuze. Os dispositivos de controle agem sobre espaços lisos.
            * o poder molda movimentos, não mais comportamentos.
- O poder age também sobre o TEMPO à aniquila o tempo da indeterminação, da hesitação, impondo uma obrigação de ação imediata e eficaz.
            * O poder age no intervalo entre o momento de olhar e o momento de agir, lugar da indeterminação psíquica e do desejo, de conflitos, de recalque, das moções pulsionais e da memoria. Ele diminui o intervalo para agir de forma eficaz sobre a ação (então, se com o VP diminuirmos ao máximo esse tempo estaremos colocando em cena o poder que rege nossa sociedade).
            * O importante é consumir todas as chances.
            * As ações passam a adquirir um único valor: eficácia com economia de meios
            * O homem é impelido a se destacar por seus atos individuais.

Desvisão

 postado em 25/05/2011 19:29 por Julio Castro

Se as gerações passada de quem somos herdeiros possuíam um inimigo, para nós é difícil identificá-lo.
O inimigo eram os nazistas, comunistas, socialistas, capitalistas, burgueses, bárbaros, brancos, negros, índios, o mar, a Igreja, os hereges, etc.
Nos reunimos e questionamos o sistema enquanto bebemos latas de coca-cola e fumamos nossos cigarros. Tudo é questíonável.
Bin Laden não era um inimigo (também não era nenhum bom moço). Digo, que não era um inimigo porque sua posição é questionável. Até onde o inimigo é realmente inimigo? questionamos a posição do inimigo enquanto inimigo. Nós também somos inimigo. Nós sabemos que o inimigo também sofre. também tem filhos. também reza. também caga.
contra o que realmente lutamos? nós realmente lutamos? 

quais são nossas utopias? e nossas utopias pessoais? nossas utopias de pequenos grupos?
se o cinema reunia todos os fragmentos da vida urbana em uma visão. se a televisão fragmentava nossas noções, trazendo o mundo moldado por uma visão. a internet (se bem utilizada) são várias visões. hoje em dia a rede nem é mais chamada de rede, é chamada de nuvem. É fluida e impalpável. 
nossas visões de bem e mal são também fluidas, impalpáveis. questionáveis.

sobre o que realmente estamos falando?
Isabella Almeida - 26/05/2011 09:41 
Emocionei.
não sei.
nina balbi - 26/05/2011 13:12 
"a grande guerra agora é a nossa vida"
nao tem lá. nao tem depois. não tem ele.
nao tem razão, causa, culpa.
não tem dois lados.
nao tem certo e errado.
tem um grande corpo único, nuvem. eu que sou você que é ele, que somos todos nós, nossos inimigos, nosso amigos, mães e pais.
você é o culpado, julio, pelo desmatamento, pela minha falta, pela minha carência, pelo meu erro.
eu sou sua mãe, e vc não fale assim comigo, olha o respeito.
a coca cola me salva do meu estomago marrom de nicotina. o cigarro me salva do instante nada. o instante de nada é o momento que eu me devolvo. no meu corpo-espelho: eu, o grande recalcado, nocivo, fraco, e também todas as reticencias do meu desejo que me preenche só de promessa.
eu estou num campo aberto. aqui, eu sou a terra, o vento e o infinito que cabe em mim quando olho o horizonte.
a vianinha é meu campo aberto. ela nao me salva, ela me condena a toda a beleza do mundo. nada mais importa. nao falta nada. aqui estou.
aqui estou eu, falando do movimento, da falha, do recomeço que carrega a falha. e enquanto faço isso.... aqui estou eu, onde nada falta.

Numero 5, quando bebê

Ação: levantar de uma cadeira;
Obstáculo: Uma força que puxa de volta para a cadeira;
Tentativa e falha: ao levantar sou puxado novamente sem nunca conseguir sair.

Esse era o mote do exercício. Mas quando começamos a aquecer e buscar as tensões, ações e outras maneiras de lidar com o mesmo princípio da composição, percebi que havia outra tentativa.

Ação: levar o espectador a acreditar que há uma força magnética na cadeira;
Obstáculo: meu próprio corpo.
Tentativa e falha: Se a cadeira atrai meu corpo, ela atrai TODO o meu corpo. Isso quer dizer que meus músculos devem ser controlados para que meu corpo responda a uma força imaginária e um desejo de ir em frente. A falha está nesse controle, que se mostra impossível (no momento). O controle de cada músculo, que deve representar/apresentar duas forças diferente.

Estufa, quando bebê

Um circo. Um teatro de sonhos. Azul escuro. Absurdo. Os corpos são máquinas que se movimentam pela falta. Necessidades forjadas, corpos mutilados, sempre um hiato. Uma moça mija enquanto tenta exibir sua beleza. Sexo no plástico bolha. Volúpia do consumo. Atração e repulsão. Figuras artificiais. Sempre a falta, sempre o hiato. Virtualidade. Não se olham entre si. Olham a realidade forjada, as imagens. Tudo grita a mentira. E reproduzem, mantém a partitura. Está aí o sistema. Coisas se mexendo num teatro absurdo.
Mas sobre, sob, ao redor e dentro deles está o outro corpo. Laranja. Como um polvo imensurável, ele está à espera. E de repente, a cabra desesperada tenta tocar o que lhe cerca, tenta entender as dimensões, tenta medir, tenta o contato. Ela precisa se apropriar, ela precisa ser o polvo.

Concepção idealista do desejo como falta

De certo modo, a lógica do desejo engana-se no seu objecto logo no seu
primeiro passo: o primeiro passo da divisão platónica que nos faz escolher entre
produção e aquisição. Se pusermos o desejo do lado da aquisição, teremos uma
concepção idealista do desejo (dialéctica, niilista) que o detetmina ptimeiro como
falta (manque), falta de objecto, falta do objecto teal. É vetdade que o outro lado,
o lado (produção», não é ignorado. Deve-se a Kant uma revolução crítica na
teoria do desejo ao defini-lo como «a faculdade de set pelas suas representações
causa da realidade dos objectos destas representações». E não é por acaso que
Kant, para ilustrar esta definição, recorre às crenças supersticiosas, a alucinações e
fantasmas: sabemos bem que o objecto real só pode set produzido por uma causalidade
e mecanismos externos; mas este saber não rios impede de acreditar no
poder interior que o desejo tem de engendrar o seu objecto, ainda que sob uma
forma irreal, alucinatória ou fantasmática, e de representar esta causalidade no
ptóptio desejo". A realidade do objecto enquanto produzido pelo desejo é, pois, a realidade psíquica. Logo, podemos dizer que a revolução crítica não altera nada
de essencial: este modo de conceber a produtividade não põe em questão a concepção
clássica do desejo como falta. mas apoia-se, baseia-se nela, e limita-se a
aprofundá-la_ Com efeiro, se o desejo é a falta do objecto real, a sua própria
realidade está numa «essência da falta» que produz o objecto fantasmático. O
desejo concebido como produção, mas produção de fantasmas, foi perfeitamente
exposto pela psicanálise. Ao mais baixo nível de interpretaçâo isto significa que o
objecto real que falta ao desejo remete para uma produção natural ou social
extrínseca, enquanto que o desejo produz intrinsecamente um imaginário que
duplica a realidade como se houvesse um «objeto sonhado por detrás de cada
objecto real» ou uma produção mental por detrás das produções reais. E é evidente
que ninguém pretende que a psicanálise se dedique ao estudo dos «gadgets» e
dos mercados, na sua forma mais miserável, a de uma psicanálise do objecto (psicanálise
do pacote de massa, do automóvel, ou do «fulano»). Mas mesmo quando
o fantasma é interpretado em toda a sua extensão, já não como um objecto, mas
como uma máquina específica que faz intervir o desejo, essa máquina é apenas
teatral, e deixa subsistir a complementaridade do que ela própria separa: é então a
necessidade que é definida pela falta relativa e determinada do seu próprio objecto,
enquanto que o desejo aparece como aquilo que produz o fantasma e se produz
a si mesmo separando-se do objecto, mas também redobrando a falta, levando-
a ao absoluto, transformando-a numa «incurável insuficiência de ser», «uma
falta-de-ser que é a vida». Por isso se apresenta o desejo apoiado nas necessidades,
continuando a produtividade do desejo a fazer-se a partir das necessidades e da
sua relação de falta com o objecto (teoria do apoio_ Em suma, quando se reduz a
produção desejante a uma produção de fantasmas, temos que nos limitar a tirar
todas as consequências do princípio idealista que define o desejo como uma falta,
e não como produção, produção «industrial, Clément Rosset diz e muito bem:
sempre que se insiste numa falta que faltaria ao desejo para definir o seu objeto,
«o mundo vê-se dobrado noutro mundo qualquer, segundo este itinerário: o objecto
falta ao desejo; logo, o mundo não contém todos os objectos, falta-lhe pelo
menos um, o do desejo; logo, existe um algures que contém a chave do desejo
(que falta ao mundo)".

I x TODOS

Falamos sobre formas de coletivização, que há algo entre todos aqueles indivicuos que fazem deles 1 coro. os corpos. todos manipulam seus corpos. mas também a formalidade do movimento, as qualidades dele. e também coderia ser a qualidade do corpo. também poderia ser as ações praticadas? como foram? CORRER, PARAR, GIRAR, CAIR E PULAR, fazem desses individuos um coro?
Já penso, como foi discutido ontem do After do ensaio (que, caralho, como é dificil lembrar de tudo e tudo foi tão importante) que talvez não. Foi a Bella que disse que talvez esse nao seja o lugar, não seja esse o elemento de coletivização. Ela falou em estado. Olivia falou em estado. Tomás falou em estado. 
Estado. Seria uma forma de coletivização? Como, todos estando no mesmo estado e o 1 que não está mais no estado portanto se individualiza OU este um não precisa sair do estado mas talvez elevar este estado à expressão de uma ação, ou desempenhar uma ação "alegórica" em relação ao estado. A individuação pode acontecer dentro de mesmo estado, é uma possibilidade. Assim como ela  podia acontecer dentro das ações estabelecidas, mudando seu estado. Ou apenas mudar as ações e qualidades de movimento.
Pra mim, ainda fica a pergunta que é QUAIS AS FORMAS POSSIVEIS DE COLETIVIZAÇÃO? e, em conseguencia, de INDIVIDUAÇÃO.
 
Mas também tem outra coisa, muito incrível que surgui que é: EXISTE este conformação 1 X TODOS ?
Quais são as relaçoes possiveis de 1 x todos? o que vem na cabeça quando pensamos nessa conformação?
É engreçado, de fato, não existe. Cada um do todos é individuado o suficiente para ser o 1, ao mesmo tempo que este 1 é coletivizado o suficiente para ser o Todos. Não é assim?
Se isso, de fato nao acontece, em que esferas que não a esfera  DO FATO, isso pode acontecer? Nas projeções mentais sobre o coletivo? simplesmente na esfera do EU, quando todo o resto é este Todos?
Nas imagens do Eu? Na qualquer oposição possivel de eu para o resto, súbita, repentinamente territorializada?
Quais são os sonhos 1 x todos? como essa sensibilidade se constrói?
Podemos construir em cima do 1 e os estímulos que ele recebe como o Todos.Neste caso, o todos são todos, mas só o são em relação a este 1. isso é interessante. em relação à;
Podemos pensar em cima do Todos. todos sem nenhum, quando este 1 está realmente dentro desse todos, o que é possivel.
Podemos pensar todos x todos, quando todos estão individuados um em relação ao outro.
 
[1 x todos
todos x 1
todos 0
todos 8
 
Um e o Tempo
Um e a Imagem
Um e sua projeção de todos
 
 
 
Todos e o um que conseguiu
Todos e o 1 que é sua realidade utópica (imagem)
Todos e o um que na´é exatamente um mas é a relação que não se estabelece entre todos (todos vêem o 1 mas nao vêem todos)]
 
 
 
Tem um parte que eu me lembro das 3 ecologias que ele dz mais ou menos o seguinte: que a desterritorialização que acontece na subjetividade através do capital, dissolvendo valores morais, levando a ações que fogem à lógica do Estado e de orgãos ´públicos  (como a propina, por exemplo, como eu entendi) é de repente forçada à uma territorialização violenta quando exatamente o Estado e os Orgaos Publicos exercem poder sobre ela, a chamando novamente às regras esquecidas durante seu fluxo produtivo capitalista. 
Eu vejo isso muito claramente, como na hipocrisia mór de todos a 'levarem um grande susto com o caos que o Rio se tornou com o trafico de drogas';. É tipo, todo mundo já sabia o que estava acontecendo, sendo o sistema o maior incentivador de 'desvios morais' (da ótica do estado), e de repente o Estado, por motivos bem especificos e claramente ligados também a logica economica, resolve fazer uma ação para matar OS BANDIDOS. 
      Quando os bandidos viram os bandidos, e toda a classe média que encontra o bandido na esqiuna para pegar maconha, levanta para dizer que eles tem que morrer, aí é feita uma ressingularização repentina e violenta. Eu não sou este bandido, este bandido não sou eu.(volta-se à neurose, o que antes esra a esquizofrenia desterritorializada do capital) Ele está fora dos padroes necessarios para serem pessoas como eu. é recriada uma cisão em nível especifico de consciencia.   
Esse é um exemplo que veio na minha cabeça quando estavmos falando em individuação e coletivização.
 
Gostaria tembém de pontuar no entanto, que este CORO não necessariamente precisa ser um coro de Homens. Tudo vai depender da relação que se estabelecer entre o Coro e o 1. Tanto o coro quanto o 1 podem ser qualquer coisa. essa relação pode ser qualquer relação. ela é apenas um suporte especifico para a produção de sensibilidade que possa circular em torno dela. mesmo sendo essa sensibilidade uma sensibilidade fascista.
Rê e Bella disseram: eles querem que nós acreditemos que há 1 x todos. quando na real nao há. existem apenas pessoas.  
 
pois é, concordo. quando olhamos em volta de fato estao aí as pessoas, que tem carne, coração, vão morrer assim como eu, estao tentando... pessoas simplesmente, e isso é tão bom de ver.
Mas, existe todo um imaginário que circunda este 1 x todos, que nao me importa se ele é verdadeiro ou não, mas ele é.
Todos estribuxam; Todos param de estribuxar menos 1; O 1 estribuxa como estribuxavam todos. Vemos um conter e estribuxar de todos. Uma individuaçao que evidencia a coletivização. 
Estamos sempre em relação à. 
 
Vamos levar nossos jogos na sexta, ok:?!
Vamos jogar! 
 
 
 Pedro Pedruzzi
Nossa principal tentativa foi encontrar um jogo-motor, um gatilho, para que pudesse emergir em sala de ensaios intensidades do nosso grupo relativas aos temas que estamos pesquisando - desejo, mercadoria/consumo, capital, mídia, corpo. Chegamos ao 1 x Todos justamente por trazer a questão da coletividade, que perpassa tudo, e porque enxergamos o coro como elemento chave dessa encenação. Talvez não saiba dizer bem o porque, mas é isso tudo que estamos falando. Claro que para tratar do que queremos, podemos colocar o coro de lado, mas parece essencial escolher ele para esburacar agora, desdobrá-lo para vermos o máximo de suas possibilidades signficantes e a-significantes. Talvez possamos ter até Julho, um trabalho somente em cima dessa discussão, para podermos chegar na idéia de 1 x todos, individualização, etc., mas para termos tempo de perfurá-la, integrar, a nossa maneira, o 1 ao todos, reconhecer esse 1-todos. Voltar e sair desta relação na medida do que nos for necessário falar, expressar. É isso que Nina põe aqui em cima: quais as formas possíveis de coletivização? existe individualização? em que camada? o que esperamos extrair em cena disto? Eu e Nina temos pensado diversos desdobramentos pra este exercício, mas todos de modo a fazer surgir uma relação dada que nós enxergamos no mundo. Estamos trabalhando no sentido de passar oleo no gatilho de modo que ative as relações que vocês vejam. Por isso, é importante todo mundo levar um jogo amanhã. E reiterando que o coro não é somente de homens, ele é opção estética de figurar coletividade, ele é o rizoma cênico! (vou fazer meu mestrado em cima disso, nada de roubar o tema). E então nós temos desde a minha projeção de 1xtodos, a partir do momento que me delimito enquanto um eu, até o sonho do Homem dos Lobos (vide Mil Platos number 1), é um e todos. Quanto ao que une um coletivo propriamente na cena, há, acho que mil e uma coisas, estado, ação, relação. Tudo é uma opção nossa, e queriamos que trabalhassemos para descobrir a menos ingênua.
Estou empolgado. Sou todos vocês.
 
nina balbi - Eu sou aqui um. Dentro do meu corpo, todos passeiam.
Tenho medo dos olhos dele, aqui dentro minha garganta comprime.
Todos estão andando para aqui. O passo é largo, e rápido, e demente.
Eu, claro, sou como eles. Eu ando largo rapido demente. eu as vezes até quase caio tentando ir mais rápido que eles. Eu na verdade queria ainda ser mais como eles, só que diferente. eu queria ser o que eles querem ser, antes deles. entende?

todos caminham dentro de mim. suas solas em meu coração, suas solas em meu pulmão, no avesso da minha pele. eu caminho os passos deles.
eles são meus pais, minhas mães, meus amigos. eles são todos os rostos que eu conheço, os que eu não conheço, os meus futuros esposos e filhos. eles são os perdedores da nação, meus grandes heróis, sustentando suas glorias ocultas.
eles não enxergam. eles esbarram uns nos outros, esbarram em mim, e eu tenho raiva.
eu nao enxergo, eu esbarro nos outros, eu esbarro então em mim, e eu tenho raiva.
eu olho para eles. eu penso: então sou eu.
eles olham para mim. eles pensam: então sou eu.
nós assim nos olhamos, por um longo tempo, antes de recomeçarmos a andar.

Anedota


Começo este com uma anedota. De acordo com um professor de física do pré-vestibular, um aluno de de Einstein encontou este no ônibus perguntou para onde o professor estava indo. Einstein respondeu: "Estou esperando a faculdade chegar até mim". Isso porque na Física o referencial está sempre em repouso. Sendo Einstein seu próprio referencial, logo estava em repouso.
Assim, tomemos o indivíduo. Se este está em repouso pois é seu próprio referencial, logo todo o universo gira em torno de si. Antropocentrismo na mais pura forma. Arrisco dizer mais, não só o mundo como todas conexões sociais giram em torno deste indivíduo. estou por um momento excluindo a idéia de rede de conexões (para retomar se escrever novamente).
Mundando de assunto, pois não consigo mais seguir essa linha de raciocínio.

Toda a cidade cresce a minha volta, como uma grande árvore. Suas raízes se espalham feitas de concreto. Seus frutos nascem de dentro desse concreto. Ouço na esquina muitas "músicas bregas" vindas de de diversos bares da esquina. Me distraio e observo. Poucas pessoas. Um ar ransoso, quase visível. Tristeza, serenidade, distorção, saudade. O mundo parece brotar a minha volta. Percebo as ruas, as pessoas, a velocidade dos ônibus, do ônibus. Os professores lutam contra o bullying onde deveria ter uma propaganda de carro. Pessoas estão sozinhas nos galhos da cidade. A escola de circo está demolida. Penso que tudo brota sob meus pés. Penso que tudo é reflexo daquilo que eu sou. Se sou meu ponto de referência, me sou o tronco. Não sou narcisista, é apenas um dos milhares de pontos de vista. se estou doente, o mundo adoece a partir de mim. O que acontece quando uma célula de nosso corpo adoece? Ela morre ou adoece as outras. A partir dela todo o mal se gera. A cidade são sinapses subjetivas, são aglutinações, construções. Ela se espalha. Ela se reflete na gente. As arvres somos nozes. Tendemos todos ao infinito. De dentro pra fora e de fora pra dentro. Todo corpo é um tronco em si que tende ao infinito, Meu pai me dizia que somos feitos da poeira das estrelas, e isso é a coisa mais óbvia hoje em dia. SOMOS FEITOS DA MESMA COISA QUE AS ESTRELAS.

Também não sei mais falar disso.

Não consigo ver o mundo de uma maneira tão concreta. Não consigo. Nós somos completamente malucos. Estamos internados na loucura. É tudo muito insano. Ou eu talvez seja um pouco insano. Ou só repita tudo. O que também é bem insano.

Eu mergulharia no concreto e transbordaria pedaços de parede. Eu mergulharia na mata e transboradaria pássaros.

Tenho tido dificuldades de pensar uma cartografia. Tudo parece pouco. Filmar, escrever. Preciso de um radinho pra gravar tudo que vejo, que falo.

Já perdi o fio da meada. Esperam que façam disso importante, porque pra mim é muito importante.
Está chovendo lá fora. Primeiro pensei que poderia inundar tudo. depois pensei nos outros. A cidade é muito violenta por causa das inundações.

PARA O ROTEIRO

   (Maio de 2011)
-Uma figura que nao sabe onde é a saída
-materializaçoes de diferentes espaços
-uma auto-reflexão
-um bloco de medições, comparaçoes e valorizações de corpos-carne
-uma falta no meio do excesso
-uma cabra cega
-um homem que não levanta da cadeira
-um pegador sem pegantes
-uma figura que esconde alguma coisa
-a descrição geométrica de um faqueiro
-3 tentativas de passagem
-um coro cego
-um movimento que passa do coro à 1 corpo
-um medo sobre-humano (suspensão)
-uma repetição do inicio ao fim
-uma alusão ao que está lá fora
-uma descrição da cidade
-uma partitura coletiva
-uma partitura de duplas
-um uso do público
-um desvendamento do espetáculo
-uma sala vazia
- Música quase imperceptível mas audível. Presente.
Algo que precise de desatenção para ouvir. Repetitiva, quase invisível. Envolvente. Repetitiva.
Que seja extranha mas que não dê vontade de sair.
Repetitiva.
Música que faça-nos (e aos outros também) ser a música, pertencer a ela.
Deseja-la, querendo fugir dela.
-um momento de dispersão total de ações
-uma dança com todos juntos
-uma troca constante de alguma coisa, algo que passe de mão em mão, que simplesmente passe, não precisa ser ressaltado, apenas passado para mover corpos
-um chupador de pedras
-um choque de vetores
-uma extripação
-uma mulher nua embrulhada em plástico filme
"Uma moça mija enquanto tenta exibir sua beleza. Sexo no plástico bolha. Volúpia do consumo. Atração e repulsão. Figuras artificiais. Azul escuro. Laranja"

MÁQUINA

“Isso funciona em toda parte; as vezes sem parar, outras descontinuamente.  Isso respira, isso aquece, isso come. Isso caga, isso fode. Mas que erro ter dito o isso. Há tão somentes máquinas em toda parte, e isso sem qualquer metáfora: maquinas de maquinas, com seus acoplamentos, suas conexões. Uma maquina-órgão é conectada a uma maquina fonte, essa emite um fluxo e a outra corta. O seio é uma maquina que produz leite, e a boca, uma maquina acoplada a ela. A boca do anoréxico hesita entre uma maquina de comer, uma maquina anal, uma maquina de falar, uma maquina de respirar (crise de asma).”P 11

O que foi dito 3


DESEJO
Lucas
Liberdade e autonomia do dinheiro para ter um lugar
investir em alguma coisa que leve à liberdade
Possibilidade
Liberdade total dá medo. Mas não tenho medo de ter medo
No facebook disseram que o medo da frustração gera dor e sofrimento
Busco a concretude como algo que está vivo não ligado ao pensamento concreto e não à imagem de algo que a dente nem sabe o que é
Tudo é físico, alma é físico
As coisas existem independente de mim mas espero trabalhar para reagi ao que está acontecendo na vida

As coisas dependem e independem de mim. Independem para existir. Para elas existirem não dependem de mim. Mas se põe em relação à mim.
E a liberdade? 
Existe e inexiste. 
Tem que se viver minimamente. A liberdade é para cima e para fora.
Mas pode ser para dentro também. Muito! Como o ar. A gente bota para dentro e para fora. Quase dentro, quase fora.
Como, também, quando nos relacionamos com crianças.
Tenho tido um pensamento político biológico. De preservação. Se preservar na terra. Você e a terra. Você e as folhas.

Desejo
Foca os objetivos tenho medo do que desejo. O medo não deixa ir atrás. Em que medida é o medo que te guia.
Desejo -> O outro influencia. Desejo pode ser felicidade. 
               Desejo / Coragem / Força / Outro / Desejo
Ser autêntico / Desejo / Legitimar / Egoísmo

Desejar livremente. Desejo livre por si só. Pela referência e através do outro.

-> O desejo são ...
Desejo / Vertigem
-> desejo / teia de desejo
"A arte pra mim é uma manifestação do desejo. Vou mergulhando no desejo. 
O teatro me dá desejo de.....

MÍDIA IDEAL
Qual o protótipo de uma mídia ideal?
-> Fluxo de informações livre na internet.
-> Mídia audiovisual tem um lado ... para ... uma linguagem.
- Uma linguagem ... pode ser muito libertadora?
-> ... é válido quando não tem investimento parcial. Propositivo.
A potência das coisas está no próprio ato.
-> Todo ato tem uma potência em si.
O ato é um ...
- É importante a mídia produzir utopias?
-> Sem utopias você não sai do lugar para beber água.
-> Internet é uma mídia que não está centrada no conteúdo.
- Qual a relação entre mídia e propaganda?
PROPAGANDA como arma de discurso e como potência ...
Qual você acha que é a mídia com mais convergência
a internet, porque a informação não para pela mesura como ... se não se mexe isso não acontece você completa a informação e criar discurso você desliza sobre a internet o livro

MÍDIA COLETIVA
-> Sociedade que se baseia no olhar.
-> A gente deslocou a idéia de romantismo.
                                          O Romantismo ainda é vigente hoje em dia

CORPO
Como lida com o corpo do outro?
- Próprio e diferente do meu
- Pois o outro corpo tem outra energia
- ... - em ... com algo que você não sabe.
- Contato com o outro -> contato com si mesmo
- Ser e não ser si?
      -> se encontrar e se perder.
               -> e não pensar o que vai ser em relação com o corpo do outro
O processo de liberdade; encontrar o seu contorno ou perder o seu contorno
O conceito cria coisas que podem ser usadas como brincadeira
O corpo tem moral?
       -> bem ou mal? -> sensação de perigo
               -> imagens, ...
As imagens que prendem?
       -> sujeira, maldade, clichês, grupos, auto-imagem
Foco em algo em ser bom ou mal?
mal -> agradar ao corpo do outro, todas

- não agradar
-> é um retrato do que não
-> padronizar a estranheza?
        -> criar as memórias, quando grupos poderiam gerar ruidos
-> é difícil falar dos corpos não agradam, de sua história
       -> corpos que estão ficando presos por conta da mídia
       -> mas esses
A busca pela perfeição extranha?
       -> ... , é lógica, é rápida, é determinante
             -> é inquestionável
Como inquestionável?
        -> todos buscam, não a tempo para buscar
               -> é uma coisa que está sempre mudando
                       -> não tem como definir
               -> não percebem o que vai acabando nessa mudança
                       -> a perfeição não é móvel
                              -> é sempre o que é visível
                                       -> é ... à exclusão no valor

O que foi dito 2


Você acha que Gisele Bündchen é uma mercadoria?
Também, ela se torna um produto --> no momento --> mercado
Nenhum --> não passa nada
Produto de padrão estético
Útil? --> manifestações que fujam dos padrões
Padrões de beleza --> exercício físicos --> necessidade de padrão inútil --> está sempre tentando alcançar um padrão, então não se acha um padrão
Certo e errado
Padrões --> falsa idéia de utopia --> não é busca por padrão

Qual a sua utopia?
Não tenho. Talvez seria encontrar o aqui e o agora, o que é muito difícil. Estamos afogados numa idéia.
O que você possuir?
Eu desejo muitas coisas fúteis também. Um TV para sala de vídeo, conforto. Necessidade pelo conforto através. Não consigo me imaginar nenhuma possibilidade de conforto sem dinheiro?
Conforto acaba se uma mercadoria.
Conforto é me sentir bem onde eu to.
Não consegue imaginar conforto sem mercadoria?
A casa da Nina é confortável. O Bairro Peixoto.
Consegue imaginar um conforto não ligado às necessidades mercadológicas.Não me sinto confortável longe das pessoas da multidão e da estrutura.
Você acha que a mídia pode não ser padronizadora?
Sim, se ela soubesse abarcar seus canais --> principalmente em um país multicultural
Canal Brasil e Nat Geo à fazem parte de uma mesma filiação Globosat --> da mesma maneira que os outros canais
A internet é rizomática --> escoamento facilitado de informações --> acesso praticamente qualquer conteúdo
E mesmo os dados pessoais --> pode ser sim mau uso

Julio
- qual a mídia mais forte?
A televisão, no Rio a Rede Globo, ligada à lógica americanizada o principal canal em compraração
Agora temos a internet como concorrente e cfomo inspiração da estrutura capitalista anti-antropofágico
- televisão boa dá certo?
Não sei senão já daria certo, a MTV começou como não-mass media mas acabou se sedendo, os canais como TV Cultura e os do Senado não têm audiência
Os filmes os seriados o BBB
- o que leva as pessoas a procurar PeC na mídia
O conforto de se mexer menos possível físico que se liga com a condição do corpo
A multiculturalização é pensar sobre estar aqui agora, e não é uma situação de conforto.

Mídia
Séries, filmes. Suscetível ao que estão oferecendo. Se não me fizer bem eu não vou ver. Me irrita como ruído o anúncio: tem uma hora em que não entendo porque essa repetição. Acabo vendo o anúncio. Acho que é de propósito. Maldade da piada. Gastos bilionários pra fazer uam série de gosrdos, que escrotize os gordos.
A amizade aparece de forma casual. Arqétipos. Moral.
Animal como amigo. Teoricamente é mais sincero.
Exploração. Prevalecer após exploração.
Doentes mentais.
Minorias.

Corpos que não agradam.
Busca da diferença. Fugir de um padrão. Identidade própria. Mas acaba-se entrando em outro grupo já padronizado.
O tempo – tanto o tempo como velocidade como o tempo que é.
Busca do tempo-agora.
Culturas de civilização. Pós indútria. Pós guerra. Culturas indígenas
Perfeição européia. Japoneses buscando perfeição.Eu não sei o que buscar pro meu corpo.
Você acha que Gisele Bündchen é uma mercadoria?
Também, ela se torna um produto --> no momento --> mercado
Nenhum --> não passa nada
Produto de padrão estético
Útil? --> manifestações que fujam dos padrões
Padrões de beleza --> exercício físicos --> necessidade de padrão inútil --> está sempre tentando alcançar um padrão, então não se acha um padrão
Certo e errado
Padrões --> falsa idéia de utopia --> não é busca por padrão

Qual a sua utopia?
Não tenho. Talvez seria encontrar o aqui e o agora, o que é muito difícil. Estamos afogados numa idéia.
O que você possuir?
Eu desejo muitas coisas fúteis também. Um TV para sala de vídeo, conforto. Necessidade pelo conforto através. Não consigo me imaginar nenhuma possibilidade de conforto sem dinheiro?
Conforto acaba se uma mercadoria.
Conforto é me sentir bem onde eu to.
Não consegue imaginar conforto sem mercadoria?
A casa da Nina é confortável. O Bairro Peixoto.
Consegue imaginar um conforto não ligado às necessidades mercadológicas.Não me sinto confortável longe das pessoas da multidão e da estrutura.
Você acha que a mídia pode não ser padronizadora?
Sim, se ela soubesse abarcar seus canais --> principalmente em um país multicultural
Canal Brasil e Nat Geo à fazem parte de uma mesma filiação Globosat --> da mesma maneira que os outros canais
A internet é rizomática --> escoamento facilitado de informações --> acesso praticamente qualquer conteúdo
E mesmo os dados pessoais --> pode ser sim mau uso

Julio
- qual a mídia mais forte?
A televisão, no Rio a Rede Globo, ligada à lógica americanizada o principal canal em compraração
Agora temos a internet como concorrente e cfomo inspiração da estrutura capitalista anti-antropofágico
- televisão boa dá certo?
Não sei senão já daria certo, a MTV começou como não-mass media mas acabou se sedendo, os canais como TV Cultura e os do Senado não têm audiência
Os filmes os seriados o BBB
- o que leva as pessoas a procurar PeC na mídia
O conforto de se mexer menos possível físico que se liga com a condição do corpo
A multiculturalização é pensar sobre estar aqui agora, e não é uma situação de conforto.

Mídia
Séries, filmes. Suscetível ao que estão oferecendo. Se não me fizer bem eu não vou ver. Me irrita como ruído o anúncio: tem uma hora em que não entendo porque essa repetição. Acabo vendo o anúncio. Acho que é de propósito. Maldade da piada. Gastos bilionários pra fazer uam série de gosrdos, que escrotize os gordos.
A amizade aparece de forma casual. Arqétipos. Moral.
Animal como amigo. Teoricamente é mais sincero.
Exploração. Prevalecer após exploração.
Doentes mentais.
Minorias.

Corpos que não agradam.
Busca da diferença. Fugir de um padrão. Identidade própria. Mas acaba-se entrando em outro grupo já padronizado.
O tempo – tanto o tempo como velocidade como o tempo que é.
Busca do tempo-agora.
Culturas de civilização. Pós indútria. Pós guerra. Culturas indígenas
Perfeição européia. Japoneses buscando perfeição.Eu não sei o que buscar pro meu corpo.

O que foi dito 1


MERCADORIA
O que é mercadoria?
-objeto que vai ser trocado por um valor que não está nele mesmo. Que é atribuído por outrem, não pelo objeto em si.
É possível um objeto ter um valor em si?
è O objeto diz sendo ele. Existe uma essência do objeto?
è O objeto em si atribui valor nele mesmo?   Valor absoluto é a coisa em si, a coisa sendo a coisa sempre.
Uma mercadoria, você atribui o valor.
è Porque uma vela é boa e outra não é?
è Para valorar alguma coisa ela tem que ser qualificada.  Tem que ser atribuído um valor a ele.
è As medidas: volume, tamanho, espessura.
è Se você tira a valoração da coisa, ela deixa de existir?
è A medida abstrata da coisa sempre vai existir em referencia a outra.
Sobre a fala da Nina sobre mercadoria?
Existe um valor comum que é a medida inventada que serve de base, por trás da coisa que é a troca existe o referente, e linguagem é mercadoria.
è Como você valoriza as coisas? De onde você parte? Da utilidade e da validade real daquilo – o valor real deveria ser a medida do que aquilo é pra você – as coisas deveriam sempre ser medidas por um valor externo para guiar a troca, como se fosse um piso, nem que fosse minimamente.
è A cada valoração deve-se haver um novo padrão, para cada situação. O conceito e o valor cambiando conforma a necessidade momentânea. Se propõe ser fixa mas é flutuante.
è Sempre é preciso que haja um referente comum? Não. Quero pensar que não. Não seria o bem comum mas a necessidade individual da troca.
è O papel da arte é problematizar esses valores.
è O capital como A referencia instiga o desejo, não pela coisa em si, mas pelo capital, o que é injusto porque o que se produz para produzir capital é fora dele.
è O peno funcionamento de desejo é a fabricação incansável de mundos.
CORPO
è O que é corpo?
Abrangente a muitas coisas, se movimenta não é estático e micro nos constitui e isso é da ordem da intuição e do desejo e a gente diferencia e cristaliza a separação disso. Difícil o limite do corpo com o outro, e do ambiente com o corpo. O corpo docente é como órgãos que operam de modo harmônico, que se comunicam.